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20.02.2020

Combate e prevenção ao mosquito da dengue é tema de Tribuna Popular na Câmara de São Gabriel do Oeste

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Supervisor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Antônio Barbosa de Freitas Foto: Divulgação/ASCMSGO

Dando voz a sociedade para a discussão e apresentação dos mais diversos temas, a primeira Tribuna Popular da Câmara Municipal abordou a “A importância do combate ao mosquito transmissor da Dengue, Chuikungunya e Zika Vírus”.

Apresentado pelo Supervisor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Antônio Barbosa de Freitas, os índices no município, função dos agentes de saúde e responsabilidade dos moradores na atual conjuntura, foram explanados na tribuna.

“Para mim é uma honra estar fazendo parte e ocupando esta tribuna, nesta Câmara Municipal, para falar ao público são gabrielense da importância que cada cidadão tem e a responsabilidade de cuidar de seu domicílio ou o comerciante cuidar de sua área comercial. E assim, de uma forma sucessiva, todos fazerem a sua parte”, comenta Antônio Barbosa de Freitas.

São Gabriel do Oeste está entre as 48 cidades do Estado com alta incidência e uma morte causada pela doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Nos primeiros 49 dias deste ano mais de 600 casos de dengue foram registrados no município. No Brasil o primeiro caso da doença foi notificado em 1685 na cidade de Recife/Pernambuco e em 1692 a dengue levou ao óbito mais de 2 mil pessoas naquela região.

“Gostaria que se fizesse ciente que o Poder Público tem feito a sua parte. Nós temos uma equipe de agentes de saúde que vai de casa em casa realizando um trabalho [...] de tratamento. Neste tratamento, o agente realiza a retirada de depósitos, quando é possível, ou então a eliminação”, disse o Supervisor de Endemias, Antônio Barbosa de Freitas.

Quando não há a possibilidade de realizar a retirada ou eliminar os depósitos, os agentes de saúde aplicam o tratamento focal (piroxifem) para o combate das larvas do mosquito.

Em São Gabriel do Oeste há legislação municipal (1095/2017) que dispões sobre medidas de combate, prevenção, controle e redução de doenças causadas pelos vetores Aedes Aegypti, estabelecendo penalidades administrativas para as pessoas que não tomam as devidas precauções, através de multas e até cassação de alvará sanitário e de funcionamento.

“Porém, muitos não recebem o agente de saúde em sua casa” o que impede que a devida fiscalização seja realizada e aplicada a lei municipal. Nesta questão, o Supervisor de Endemias informa que “o controle e combate da dengue é realizado em todas as casas, independentemente do poder social de cada pessoa”.

Os agentes de saúde possuem um papel fundamental no município, fortalecendo a integração entre os serviços de saúde com a população. Entre as suas atribuições está o desenvolvimento de atividades de promoção da saúde, de prevenção das doenças e agravos e de vigilância à saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas nos domicílios e na comunidade, como por exemplo, combate à Dengue, leishmaniose, entre outras, mantendo a equipe informada, principalmente a respeito das situações de risco.

“O agente de saúde não é lixeiro, o agente de saúde é o elo da Secretaria de Saúde e Unidade de Saúde na sua casa para levar as orientações cabíveis. Por isso o agente de saúde deve ser recebido em seu imóvel para realizar o seu trabalho. [...] Cada um de nós somos responsáveis por nosso lixo”, explica o Supervisor de Endemias.

Um dos pontos abordados na Tribuna Popular, foi a realização de mutirões no município para retirada dos depósitos que acumulem água no período chuvoso. Porém, o servidor público informa que este trabalho vem sendo ineficiente devido a falta de conscientização de alguns moradores. “Sabemos que quando a Secretaria de Saúde, através dos órgãos que o assessoram, realiza este mutirão, quando se termina e você volta atrás, o lixo continua exposto novamente nos quintais. A dengue é um problema sério, a dengue mata e muitas pessoas não veem isso como um problema sério”, enfatiza Antônio Barbosa de Freitas.

Funcionário público do Estado de Mato Grosso do Sul há mais de 40 anos, Antônio Barbosa de Freitas atuou em vários municípios no combate e controle da dengue. “Nós olhamos, não a nível de São Gabriel do Oeste, mas, a todo o Estado e todas as regiões por onde andamos, o que é responsável pelo alto índice de infestação do Aedes Aegypti é o lixo exposto nos quintais das pessoas, nas ruas e muitas vezes nos fundos dos estabelecimentos comerciais. Nós encontramos inúmeros depósitos dando condições ao mosquito”, explica o Supervisor de Endemias.

O Aedes aegypti é o nome científico de um mosquito ou pernilongo que transmite a dengue, febre amarela urbana, além da zika e chikungunya, também, pode desencadear a síndrome de Guillain-Barré. Para a febre amarela urbana existe vacina que previne a doença, mas, para os demais a melhor forma de prevenção é a eliminação dos depósitos.

O vírus da dengue possui 4 variações: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Todos os tipos de dengue causam os mesmo sintomas. Caso ocorra um segundo ou terceiro episódio da dengue, há risco aumentado para formas mais graves da dengue, como a dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue. No município o vírus DEN-2 está em circulação, considerado agressivo, acometeu vários munícipes a transferência para a Capital com dengue hemorrágica.

Conclamando a população são gabrielense, Antônio Barbosa de Freitas, finaliza reforçando que “enquanto as pessoas não se conscientizar que ela é responsável pelo controle, combate do Aedes Aegypti, não tem Poder Público nenhum no mundo que vai conseguir erradicar o Aedes Aegypti”.

Maiores informações sobre o Aedes Aegypti podem ser encontradas no site do Ministério da Saúde.